Educação e Inclusão Social

A educação e a inclusão social

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Hoje existe uma dúvida recorrente no que se refere à maneira mais adequada de se dirigir a uma pessoa com algum tipo de deficiência. Segundo Ariana Storer, professora do curso de direito da UNIPAR, pode-se dizer que a nomenclatura adequada é realmente o termo “deficiente”.

Apesar da educação de hoje ter sido feita para ser inclusiva, muita das vezes isso fica apenas no discurso, já que todas as sociedades possuem raízes culturais que trazem essa diferença.

Ao analisar a questão pela ótica da sociologia e antropologia, vemos que todos os povos já mostraram algum tipo de segregação. O caso dos índios pode ser citado como um exemplo, em algumas tribos, quando um índio nascia com alguma diferença, ou seja, fora da normalidade, ele era enterrado vivo. Esta era uma regra que fazia parte daquela sociedade, assim como ocorria com os espartanos.

Instituições para deficientes

Instituições como as APAEs e Pestalozzis, especializadas em educação para pessoas com graus de deficiência mais acentuados, muitas vezes acabam tendo alunos que poderiam estudar em escolas regulares e não precisariam ser enviados para tais locais.

Hoje existem diversos fatores políticos, sociais e culturais a respeito do futuro de instituições como as APAEs, e várias questões são levantadas, como se o melhor seria a eliminação dessas instituições, ou se elas deveriam se tornar escolas regulares, entre outras.

A inclusão precisa ser implementada de forma real para que os cidadãos realmente passem a ter contato com a diversidade. Quando universidades e instituições tornarem-se efetivamente inclusivas, os cidadãos passarão a rever seus próprios conceitos, convivendo e a vivenciando diariamente essa realidade. Na realidade, o que existe são diferentes maneiras de aprender, porém, todas as pessoas, de alguma forma podem aprender, independente de quaisquer diferenças.

A preparação das escolas regulares quanto a inclusão

Acabar hoje com instituições como as APAEs e Pestalozzis, e dar tal responsabilidade ao ensino regular, sem que a escola esteja preparada pra isso, não é um cenário promissor. Assim, deve-se primeiro preparar as escolas e universidades para que estas possam acolher efetivamente as pessoas com deficiência. Esse é um processo longo, até que seja possível atingir um nível de maturidade e preparação, para que assim as escolas possam acolher as pessoas que precisam ser incluídas.

O Estado e a inclusão social

A questão da inclusão é uma discussão recente no Brasil, e é necessária a existência de uma legislação mais eficaz e de políticas públicas que realmente sejam implementadas. O Executivo precisa efetivamente cumprir aquilo que a Constituição Federal e as leis determinam. Finalmente, a implementação da educação inclusiva deve ser entendida como um processo longo, uma vez que o Estado brasileiro investe muito pouco em educação quando comparado a outros países.

O Estado deve ser o primeiro a dar exemplo, devendo assim assegurar essa inclusão. Também é papel da sociedade fazer com que isso seja possível, mas é dever do Estado garantir que isso seja efetivamente implementado.

A Constituição Federal garante a todos os cidadãos um tratamento igualitário, tanto pela sociedade quanto pelo poder público. Entretanto, o princípio da igualdade deve ser interpretado do ponto de vista material, ou seja, o Estado não deve ter uma postura permissiva ou neutra, permitindo que todos façam o que bem entender, uma vez que todas as pessoas são livres para fazerem o que quiser. O Estado deve sim proporcionar condições para que aqueles que possuem necessidades especiais possam ser equilibrados com os demais cidadãos, se mantendo no mesmo nível de igualdade.

Este é um processo de inclusão de responsabilidade do Estado, o qual segundo a Constituição Federal, possui o dever de atender o principio da igualdade material.

Grande parte das conquistas jurídicas e sociais é obtida apenas por meio de muita luta e, com o passar do tempo, a sociedade está evoluindo nesse sentido, porém, ainda há muito a ser feito em relação a este assunto.

A UNIPAR e a inclusão social

Há uma necessidade crescente de que a inclusão ocorra de forma efetiva, e a UNIPAR é uma instituição que se preocupa com isso. No campus da universidade na cidade de Guaíra, existe uma grande preocupação, tanto por parte da direção quanto por parte da reitoria, para que seja possível viabilizar condições para que todos possam conquistar seus objetivos.

O aluno Guilherme Watanabe, que cursa o segundo ano de Direito na UNIPAR, é deficiente visual de nascença. Segundo seu relato, a maior razão que o levou a escolha do curso de foi justamente para buscar o conhecimento de seus direitos dentro da sociedade e conhecer suas possibilidades como cidadão.

Ainda segundo o aluno, a UNIPAR faz um trabalho brilhante na atenção aos deficientes visuais, e ele conta que não teve grandes dificuldades em sua chegada à universidade, e encontrou um campus bem adaptado e com uma boa aparelhagem para deficientes.

Segundo a professora Ariana, a UNIPAR possui uma visão mais progressiva em relação ao assunto, uma vez que, em sua opinião, hoje o diferente tornou-se o normal. Nos dias atuais percebe-se que todas as pessoas são diferentes. O próprio corpo docente apresenta diferenças entre si, e cada professor possui uma maneira diferente de ensinar e aprender. É preciso aprender a entender que existe uma diferenciação das relações entre todas as pessoas.

O processo de ensino e aprendizagem dentro da UNIPAR é pedagogicamente inclusivo, e a universidade dá a seus professores o respaldo necessário para trabalhar a inclusão de forma efetiva.

A UNIPAR é uma universidade inclusiva, preocupada em se preparar e preparar também seus docentes para isso, através de cursos, aparelhagem e toda a acessibilidade necessárias para que esse trabalho seja realizado.

Não há necessidade de desenvolver metodologias de ensino diferenciadas para cada tipo de aluno. Pelo contrário, os alunos eventualmente se enquadram na mesma metodologia, e os professores muitas vezes acabam aprendendo com os alunos e com essa maneira diferenciada de ensinar a cada um, uma vez que cada aluno aprende de maneiras diferentes.

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